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A partir desta sexta-feira, 26, cerca de 1.300 espécies de animais, entre mamíferos marinhos, vertebrados, anfíbios e répteis ficarão disponíveis para consulta pública, através do lançamento de uma plataforma online com o inventário da fauna cearense.

A divulgação oficial acontecerá no canal do YouTube da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema), às 14h.

Com o objetivo de democratizar o acesso a conteúdos científicos e acadêmicos, o inventário reúne coleções, publicações científicas e trabalhos de campo feitos nas últimas décadas. Assim, qualquer pessoa pode acessar o conteúdo sem precisar realizar cadastro. De acordo com o surgimento de novos registros de espécies, os pesquisadores atualizarão os dados no site.

“Ele vai ajudar tanto em novos estudos para conservação dessas espécies, como em estudos na área de biotecnologia. Porque a maioria dessas espécies possue potencial para produção de remédios, fármacos e novas substâncias”, explica o professor Marcelo Soares, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da UFC e Cientista-chefe em Meio Ambiente do Governo do Estado do Ceará.

Programa cientista chefe

A iniciativa é uma parceria entre pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), com financiamento da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Técnico e Científico (Funcap) e faz parte do Programa Cientista Chefe, que procura unir o meio acadêmico e a gestão pública.

Segundo o secretário da Sema, Artur Bruno, por meio do programa, equipes de pesquisadores passam a trabalhar nas secretarias ou órgãos estratégicos do Governo do Estado para identificar soluções por meio da ciência, tecnologia e inovação, que possam ser implantadas para melhorar os serviços e, desta forma, dar mais qualidade de vida para a população.

O próximo passo, segundo Artur Bruno, é a divulgação da lista dos animais silvestres ameaçados de extinção no Ceará.

“Nos próximos meses, nós buscamos a chamada lista vermelha dos animais silvestres, ou seja, com esse trabalho nós saberemos exatamente quais são os animais que estão ameaçados de extinção e que estão numa situação de vulnerabilidade”, afirma.