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Paulo Guedes, ministro da Economia, aposta na agenda de reformas para neutralizar a crise gerada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da Petrobras.

Em conversas reservadas, Guedes reconhece os prejuízos provocados pelo episódio. Mas tem argumentado que a votação nesta semana da PEC emergencial (unida à do pacto federativo) será algo muito mais significativo do que a intervenção na Petrobras.

Nessa emenda constitucional, haverá a chamada “cláusula de calamidade pública”, com os acionamentos de gatilhos para gastos extraordinários. O ministro Paulo Guedes tem ressaltado a necessidade da votação dessa matéria para viabilizar o auxílio emergencial.

Guedes disse numa conversa com um interlocutor que essa aprovação pelo Senado será uma conquista mais importante do que o efeito da intervenção na Petrobras.

“Temos uma relação de confiança. Até hoje, tem sido assim. Nos momentos decisivos, o presidente sempre me apoiou”, desabafou Guedes para um interlocutor.

Mesmo assim, o ministro insiste na agenda de privatizações. E usa esse episódio para reforçar seus argumentos. “Isso acontece em todos os governos. Esse bicho é uma falsificação: Não é tatu e nem cobra”, costuma dizer Guedes.

Em conversas recentes, Guedes chegou a ressaltar que há um preço internacional do petróleo. E que será cobrado um preço pela decisão de mudar o comando da Petrobras. Mas explica que o presidente Bolsonaro fez uma opção para mandar um gesto aos caminhoneiros, que foram sua base.

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ao blog neste domingo que a votação da PEC emergencial/pacto federativo está mantida para esta quinta-feira (25), mesmo com a crise gerada depois do anúncio da mudança no comando da Petrobras.

“A pauta está mantida para quinta. Aguardamos a formalização do parecer do Márcio Bittar [relator da PEC] para amanhã [segunda-feira]. Pauta importante para viabilizarmos o auxílio”, disse Pacheco.

Para ele, a agenda econômica está blindada e não será afetada pela crise na Petrobras.

“O assunto Petrobrás é apartado e não vai interferir na agenda de reformas do Senado”, completou o presidente do Congresso.

Com informações do portal G1.com