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A partir desta terça-feira, 23 de fevereiro, o estado da Paraíba (PB) terá toque de recolher e fiscalização da orla, conforme o comunicado no perfil oficial do governo estadual no Twitter. As medidas, definidas após reunião com participação conjunta entre o governador João Azevêdo, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e outras autoridades, na manhã desta segunda, 22, fazem parte de pacote de medidas para conter a disseminação do Covid-19.

O decreto estadual valerá por 15 dias e terá auxílio das forças de segurança do estado para cumprimento das ações determinadas.

“É necessário que o distanciamento social seja feito com responsabilidade, evitando aglomerações festivas e na orla”, destacou o governador, ressaltando que as medidas buscam proteger a vida das pessoas.

“As vacinas estão chegando, mas de forma lenta. Quando nós tivermos 70% da população vacinada, poderemos ter uma nova situação, com medidas diferentes”, afirmou por meio do perfil governamental.

Também, o Executivo Estadual dispõe de um plano com recomendações a prefeitos, que devem adotar as medidas segundo as bandeiras a serem publicadas a cada 15 dias. Ainda conforme o governo paraibano, “a abertura de lojas e outros empreendimentos seguirá a classificação de bandeiras das cidades”, critérios definidos como “novo normal“.

Além disso, o governo incentivou a realização de home office e disponibilizará serviços nessa modalidade “de acordo com a necessidade”. As aulas da rede estadual de ensino acontecerão apenas no formato remoto.

O novo decreto visa reduzir a mobilidade urbana e humana em diversos locais, buscando, assim, a redução da contaminação e o número de casos na Paraíba.

Ampliação de leitos

Em parceria com a Prefeitura de João Pessoa, o governo ampliará a oferta de leitos de enfermaria e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para atendimento de pacientes acometidos pelo Covid 19. O número de unidades, entretanto, ainda não foi divulgado.

“É preciso evitar os excessos que estamos vendo nesses últimos dias. São fatos que contribuem de uma maneira decisiva para o aumento de casos, a maior busca por leitos nos hospitais e mais mortes, por consequência”, continuou o gestor estadual.

“Nós queremos associar medidas restritivas com medidas de ampliação de leitos e UTIs. Se a população não fizer a sua parte, nós teremos que endurecer as regras a cada 15 dias”, afirmou.