Profissional da saúde palestina prepara dose da vacina russa contra a covid-19 Sputnik V, em Gaza | AFP

A campanha de vacinação contra o coronavírus começou nesta segunda-feira (22) na Faixa de Gaza, após o envio de milhares de doses procedentes dos Emirados Árabes Unidos e da Autoridade Palestina na Cisjordânia, conforme observaram jornalistas da AFP.

“A prioridade é a equipe médica, na linha de frente da pandemia, depois os idosos doentes”, disse em coletiva de imprensa o doutor Medhat Muheisen, responsável do ministério da Saúde do Hamas, movimento islâmico no poder em Gaza.

A primeira dose da vacina foi administrada simbolicamente em Riyad Zaanoun, um ex-ministro da Saúde palestino, em uma clínica na cidade de Gaza, informaram os jornalistas.

No domingo, cerca de 20.000 doses da vacina russa Sputnik V chegaram na Faixa procedentes dos Emirados através da fronteira egípcia deste enclave sob bloqueio israelense.

Um grupo liderado por Mohammed Dahlan, um dissidente do partido Fatah, rival do Hamas e atualmente em exílio nos Emirados, assumiu a responsabilidade da transferência.

Um primeiro lote de 2.000 doses da vacina russa foi enviado na quarta-feira passada pela Autoridade Palestina a Gaza.

A Autoridade Palestina, que se encontra na Cisjordânia ocupada, acusou Israel de bloquear a entrada do envio para Gaza, enclave empobrecido com dois milhões de habitantes.

Em Gaza, foram constatados cerca de 54.460 casos desde o início da pandemia, com 545 mortes. No entanto, fontes sanitárias informaram sobre uma redução de hospitalizações nas últimas semanas.

Na Cisjordânia, o ministério da Saúde contabilizou mais de 120.500 casos e 1.440 mortes.

AFP