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Nesta sexta-feira, 12 de fevereiro, frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores que a população brasileira deveria cobrar dos governadores um novo auxílio emergencial. O benefício foi criado para ajudar os mais vulneráveis durante a pandemia e que deixou de ser pago em dezembro. O governo federal e a Câmara discutem a criação de um novo benefício provisório.

“Quando termina o (auxílio emergencial), dão porrada em mim. Cobrem de quem te determinou ficar em casa, fechou o comércio e acabou com o seu emprego. Cobrem dos governadores”, afirmou.

De acordo com o presidente, o benefício provisório tem um custo alto.

“Os governadores podem dar o auxílio emergencial para vocês, eles podem se endividar também, porque o governo está se endividando. Agora até quando vai durar isso aí? São 68 milhões de pessoas, meu Deus do céu! Quando eram 600 reais mensais, eram quase 50 bilhões de reais por mês em endividamento. Quem vai pagar essas contas são vocês”, disse.

Bolsonaro ainda rememorou que a extensão do auxílio pode impactar as contas públicas e instigar uma pressão inflacionária.

“A gente tem dificuldade, sei que tem. Lamento? Lamento. Tenho pena? Tenho pena. Mas se nós nos desajustarmos fiscalmente, vem a inflação galopante”, disse.